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Redação | 6 de maio de 2026 | 0 Comments

As estantes estão de volta, mas com outra cara

Durante anos, elas foram deixadas de lado, substituídas por racks e painéis mais simples. Agora, voltam com força, contudo de formas bem diferentes: mais leves, versáteis e integradas ao jeito atual de morar.

A estante deixou de ser apenas um móvel para guardar coisas. Virou parte do projeto, quase uma extensão da arquitetura. Segundo a arquiteta Denise Barretto, ela ajuda a organizar, valorizar objetos e dar identidade ao ambiente — tudo ao mesmo tempo.

O visual também mudou. Sai a madeira pesada e fechada, entram linhas retas, desenho sob medida e mistura de materiais: madeira, metal, vidro, pedra e iluminação embutida. O resultado são composições mais elegantes e personalizadas, que podem ser discretas ou protagonistas, dependendo da proposta.

Fotos: Rômulo Fialdini

Além de bonitas, ficaram mais funcionais. Nichos variados, espaços fechados, integração com TV e áreas para eletrônicos tornam o móvel mais adaptado à rotina atual. Em muitos casos, a estante convive perfeitamente com a tecnologia, sem perder espaço.

Outro ponto forte é a versatilidade. Em ambientes integrados, as estantes vazadas funcionam como divisórias leves, organizando os espaços sem bloquear luz ou circulação. Em apartamentos menores, chegam a acumular funções: podem virar bancada de trabalho, apoio para refeições rápidas ou até esconder acessos para áreas íntimas. Mas talvez o maior motivo do retorno seja outro: personalidade. As estantes voltaram a ser o lugar onde a casa conta sua história — com livros, fotos, lembranças de viagem e objetos afetivos.

No fim das contas, não é só uma tendência. É uma mudança de olhar. Menos padronização, mais identidade. E a estante, que parecia coisa do passado, volta justamente para preencher esse espaço.

Denise Barretto Arquitetura

(11) 99658-5894
dbarrett@denisebarretto.com.br

Fotos: Raphael Briest e Rômulo Fialdini